domingo, 6 de janeiro de 2008

"Ah, eu ouço de tudo, eu sou eclético"

A frase acima é mais comum do que se imagina, é praticamente uma resposta padrão quando perguntamos "Que música você gosta de ouvir?" E acredito que seja a segunda frase mais mentirosa do país, só perdendo para o "Tô chegando", dito em um celular quando você ainda vai demorar 50 minutos para chegar ao seu destino.
É possível ser eclético e gostar de tudo? Nunca vi um eclético que trace paralelos entre um CD de uma banda de polka e um trabalho do Gustavo Lins.. ou que fale sobre as obras de Bach seguido por elogios ao último DVD ao vivo de Bruno e Marrone.
Acabo de eleger uma nova classe de inimigos: Os pseudo-ecléticos!
E Traçarei uma pesada batalha contra eles! Até que me mostrem um eclético que goste ao mesmo tempo de Carlos Gardel e Babado Novo!
E tenho dito!

2 comentários:

Vitor Hugo Mota disse...

Ecleticismo é sinônimo de indecisão, identidade a ser formada. Eu sempre disse isso, desde os meus 5 anos de idade, quando dava palaestra na UFRJ!

Ithamar disse...

Nesse caso, ser "eclético", entenda-se como ausência total de cultura musical.

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